Esta semana voltei ao ginásio. Escusado será dizer que grande parte do meu corpo dói. " O doer é bom! Significa que estás a trabalhar bem" hum hum... digam isso aos meus (ainda por definir) abdominais, braços, pernas, you name it.
Com o regresso ao ginásio começei também a fazer pequenos ajustes à dieta. Que isto é tudo muito bonito mas se comer como uma pequena lontra nada feito. Adeus massas, adeus sushi um dia destes encontramo-nos numa qualquer ocasião especial. Fora isso nada feito.
Hoje ao ler a Menina Lamparina, um dos meus blogs preferidos, consegui indentificar-me com o relato dela.
De repente senti-me viajar no tempo até 2003/2004. A transformação a que ela se propôs também eu a sofri nessa altura. Infelizmente de uma maneira menos saudável e que influenciou a vida daqueles que me rodeavam. Também eu cheguei aos 90's e ganhei uma grande aversão à balança.
Diga-se nunca fui uma criança com peso normal, andei sempre acima do ideal e como criança nunca o consegui controlar. Só eu sei o que custou ouvir as piadas maldosas e os olhares depreciativos. Sei o que custa chegar a uma loja e simplesmente pedir "o maior número de calças" e tantas vezes nem isso servir. "Vá agora come mais gelados!E chocolates!" O engolir em seco de ir às compras e muitas vezes nada ficar bem. Veio a adolescência e, a mal, lá perdi os ditos vinte quilos a mais que tinha.
Dessa perda ganhei cinco ao longo dos anos.
Há cerca de três anos, o fim de uma relação fez com que perdesse mais peso, ao todo dez quilos. Desta vez não foi intencional emagreci sem dar conta. Se me apercebi que estava no meu peso ideal? Não. Se me sentia diferente? Não.
Hoje já recuperei esses 10 quilinhos. Não me sinto nem um bocadinho diferente. Quer dizer... neste momento quero perdê-los intencionalmente e ando a trabalhar afincadamente para que isso aconteça. Porquê? Porque hoje tenho noção que quero perder peso não por uma idealidade estética que define que "o magro é bonito" mas porque sinto necessidade de me sentir mais saudável, mais activa. E verdade seja dita tenho uma vontade enorme de mandar o meu pneuzinho para longe. Meu querido, a nossa relação duradora chegou ao fim.
A aventura começou esta semana...
OMG!! E como eu me revi neste teu post!
ResponderEliminarÉ que apesar de não ter tido excesso de peso em miúda, era uma matulona. Era a mais alta da turma, não era magricela e consequentemente, era a "baleia azul" da primária.
E dói e marca até hoje. Sem estar sequer perto da obesidade, sentia-me gorda. E isto é tão foleiro que parece um depoimento de um concorrente do Biggest Loser. Adiante.
No meu caso, a instabilidade emocional insuflou-me. Quando dei por ela, estava enorme e esta mudança de que falei no lamparina tem como principal vantagem o facto de não ter que procurar calças como uma agulha num palheiro.
E por mais fútil que possa parecer, só Deus sabe a satisfação que sinto em comprar calças 38/40 nas ZARAs e nas BLANCOs! Vestir uma t-shirt S e ser o meu tamanho é inacreditável.
Cá dentro, continuo a ser a "baleia azul", percebes? É que estas coisas são mesmo complicadas de assimilar... mas pelo menos há sorrisos na hora de pedir o tamanho abaixo. Não há vergonha. Só por isso vale a pena. Força aí!! :)*
Percebo tão bem!
ResponderEliminarPor falar em Biggest Loser estes primeiros dias de esforço eram dignos de um especial.
A meta é só 10, e com um exemplo como o teu não é tão dificil imaginar que daqui a uns meses também tenha um relato como o teu para dar ;)
*