Ela que eu detestei, que falei mal e que fiz questão de não querer ver o bom que estava por detrás daquela imagem de "durona".
No fundo já desconfiava que tudo aquilo que me fazia afastar dela era talvez por nela ver reflectido grande parte do que sou: as mesmas histórias, as mesmas crenças, as mesmas manias, a mesma educação e até os defeitos! sim não vamos cá ser mentirosas que todos nós os temos!
este ano conquistou-me aquela maneira fácil de ver o mundo, aquela vontade de descobrir, de apoiar e de partilhar segredos que sendo dela me pareceram tão meus.
afinal temos tanto mais em comum e que nós, teimosas como sabemos ser, nos recusávamos a ver. a todos os outros que sabiam da nossa rivalidade foi difícil aceitar tão intensa amizade. mas nós somos assim impulsivas, pragmáticas e decididas.
Querida C. tornaste-te tão essencial este ano. é bom saber que alguém nos compreende sem tentar perceber e nos aceita assim tal e qual como somos.

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