O M. foi apanhado no meio da grande confusão que é o meu coração. sei e tenho perfeita noção que o magoei mais do que poderia alguma vez ter imaginado quando o conheci. Ele chegou devagarinho e foi-se instalando num lugar que sem saber tinha dono, apesar de ausente há muito tempo e por isso eu tonta como sei ser, julguei vazio. Como bom "inquilino"ele tentou redecorar o espaço, fazer-lhe até algumas obras. o que ele não sabia era que ao ocupar o que não era dele o verdadeiro dono se iria manifestar.
O M. pintou paredes, mudou móveis mas tudo isso não foi suficiente. Eventualmente acabou por ser "despejado" deste coração por si só já em mau estado.
O problema M, foi teres sido tão impulsivo, tão "quero mudar tudo e à minha maneira" e isso comigo não funciona. para mim o coração não muda de inquilino como quem muda de roupa, não encerra recordações em baús e se esquece da chave. Para mim a beleza está na construção da casa desde os alicerces ao telhado e depois talvez pense na decoração. e isso meu querido leva tempo e para alguém despachado como és foi difícil de aceitar.
Tenho saudades tuas tantas tantas, dos nossos jantares e dos nossos passeios. Demasiadas vezes te disse que para seres um grande amor terias de ser um grande amigo. Quiseste saltar etapas e o meu coração que já é pouco atlético não resistiu à maratona e 100 metros barreiras a que o obrigavas.
sei e quero acreditar que um dia voltas para ocupar o teu lugar merecido num quartinho deste coração e continuaremos esta amizade que ficou pendente.

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